Longevidade com longevitalidade

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Longevidade

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu quatro faixas etárias, a partir dos 40 anos:

  1. Transição (middle age, como denominam os americanos) - entre 40 e 65 anos;
  2. Idosa - entre 66 e 75 anos;
  3. Velhice - após os 75 anos;
  4. Longevidade - após os 90 anos.

De acordo com as estatísticas brasileiras nos primeiros 50 anos do século 20, a expectativa de vida cresceu de 33,7 para 43,2 anos. Ao final de 1960, passou de 55,9 anos e a previsão é de que atinja 72,4 anos em 2015, praticamente igual à internacional. Pelo censo de 1996, a população brasileira com mais de 65 anos atingia 8,5 milhões de habitantes, número correspondente a 5,35% do total. Se as projeções se confirmarem, em 2025, a população acima de 65 anos poderá representar cerca de 10% da população do país.

Segundo o Diretor Geral da OMS, Hiroschi Nakajima, os anos extras de vida já conquistados não foram partilhados igualmente por ricos e pobres. Em 1998, 3 entre 4 pessoas morreram em países pouco desenvolvidos, antes de completarem 50 anos, expectativa média da vida alcançada meio século atrás. Mesmo com as disparidades que se escondem em dados agregados, a expectativa média da vida humana tem aumentado em aceleração constante.

Tal fato pode ser atribuído à evolução das áreas científicas que subsidiam a medicina como o desenvolvimento de antibióticos cada vez mais poderosos; criação de vacinas múltiplas, erradicando doenças, algumas das quais incapacitam os pacientes; preparação de remédios sofisticados para controle de hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, osteoporose, doenças reumáticas, estresse e depressão; aperfeiçoamento de procedimentos médicos semi-invasivos, como a angioplastia com colocação se stents; avanços cirúrgicos em todas as especialidades, com probabilidade de risco de vida a cada dia menor; introdução de procedimentos ousados, como transplantes de órgãos; e as promessas inimaginávies da medicina genética.

No século 21, um dos principais problemas será determinar melhores formas de prevenir e retardar doenças e de preservar a saúde, a autonomia e a mobilidade dos idosos. Problemas como aposentadoria, carreira profissional e estrutura familiar terão de ser repensados. Esses problemas, aliás, têm sido objeto de discussões políticas no Brasil.

Fonte: Marina Jacob artigo publicado no Jornal do Brasil

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