Longevidade com longevitalidade

domingo, 26 de agosto de 2007

Velhice não constitui barreira à vida sexual

A velhice não está afastando os americanos da vida sexual ativa. A afirmação é de cientistas americanos que realizaram uma pesquisa com 3.005 pessoas entre 57 e 85 anos. Um número significativo de idosos garantiu ser sexualmente ativo em seus 70 e 80 anos.

Problemas de saúde ou a falta de um parceiro - mais do que a falta de desejo - foram listadas como as barreiras ao sexo mais comuns.

Pesquisadores dizem que o estudo subverte as idéias estereotipadas sobre o sexo e a velhice, uma área que tem sido pouco analisada, argumentam.

- Há muitas pessoas que sentem que a idade está intimamente ligada à atividade ou interesse sexual - diz o professor Edward Laumann, da Universidade de Chicago, um dos autores da pesquisa. Agora, fica comprovado que pessoas saudáveis são sexualmente ativas se tiverem um parceiro, e que essa pessoa é uma parte importante para a qualidade de vida.

No período de um ano, a pesquisa mostrou que o sexo com o parceiro entre 57 e 64 anos foi frequente para 73% dos entrevistados, 53% para aqueles entre 64 e 75 anos e 26% para os idosos entre 75 e 85.

Entre os idosos que se disseram sexualmente ativos, a maioria disse que tinha relação duas ou três vezes por mês. Metade das pessoas acima de 75 pesquisadas disseram praticar sexo oral.

Cerca de metade dos homens e um quarto das mulheres disseram que se masturbam, independentemente de ter um parceiro sexual.

- Isto sugere que, entre os adultos de mais idade, há uma motivação interna ou necessidade pela satisfação sexual - explicou Stacy Tessler Lindau, principal autora do estudo.

A pesquisa sublinha a importância da saúde na vida sexual dos adultos. As pessoas que classificavam sua saúde como fraca eram menos propensas a ser sexualmente ativas do que aqueles em boa forma.

Cerca de metade dos entrevistados disseram ter um problema sexual "incomodo". Entre os homens, o problema mais comum é a dificuldade de ereção. Um total de 14% deles recorreram a remédios ou suplementos para impulsionar suas vidas sexuais.

Para as mulheres, a falta de desejo, a dificuldade de lubrificação e a inaptidão para o clímax estão estre os problemas mais comuns.

- As pessoas estão vivendo mais - disse Stacy. - Muitas têm mais expectativas sobre como a velhice deveria ser e gastam bilhões de dólares no tratamento de problema de ereção. Mas ainda não tínhamos uma base de dados sobre a sexualidade no fim da vida. Estas informações vão oferecer às pessoas uma noção sobre se o que estão experimentando é típico.

Fonte: Artigo publicado no Jornal do Brasil no dia 24/08/2007 A 23

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