Longevidade com longevitalidade

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Hidratação

Nosso corpo é composto de aproximadamente 60% de água, que banha suas células. Quando a água falta, as células se asfixiam e morrem. Se o homem perder 15% dessa água pode ficar em perigo de vida. O fenômeno é válido para todas as idades, embora mais perigoso em crianças e idosos.
A função da água é purificar o corpo e eliminar as toxinas que nele se acumulam, como resultado da carburação do metabolismo. A água hidrata a pele a partir do interior, ativa as funções cutâneas e conserva juventude, na medida em que favorece a expulsão dos elementos tóxicos. Fato que incentiva a mulher a manter-se hidratada é saber que, por provocar a eliminação de toxinas, esse estado impede a formação dos depósitos de gordura que constituem parte da indesejável celulite.
Para manter o equilíbrio hídrico e a beleza que advém de nossa saúde, é imprescindível que bebamos bastante água durante o dia. Devemos igualmente, aumentar a ingestão de líquidos diferentes, como sucos de frutas, mate, água de coco, leite e outros, especialmente em certas situações: dias quentes, exposição ao sol, entrada e saída de saunas, após exercícios e em qualquer circunstância que possa provocar desidratação.
Num país tropical como o Brasil, deve-se beber entre 1,5 a 2 litros (8 copos) diários de líquidos no inverno e 2,5 a 3 litros (10 a 12 copos) no verão. A recomendação varia em função de cada indivíduo, dependendo de ser sadio, possuir alguma doença que demande cuidados, ser sedentário ou, ao contrário, desenvolver esforço físico.
O que beber exige certos cuidados:
  1. Água de torneira: filtrada, fervida e resfriada. Ferver a água é importante porque os filtros deixam passar certo tipo de protozoários (por exemplo, ameba) e vírus, como o da hepatite.
  2. Água mineral: as levemente mineralizadas constituem verdadeiros remédios, embora não devam ser tomadas sem controle médico. É aconselhavel variar marcas e alternar a ingestão com água natural filtrada e fervida.
  3. Sucos de frutas e de legumes: ricos em vitaminas, mas nem sempre bem digeridos (cada pessoa escolhe aquele de que mais gosta e que não lhe causa desconforto), devem ser tomados frescos, feitos na hora e, de preferência, sem açúcar. Os comercializados devem ser evitados, pois normalmente contêm aditivos e conservantes. Os sucos têm propriedades específicas: o de pepino, como anti-rugas; o de cenoura, como benéfico para a pele e cabelo; o de beterraba, como rejuvenescedor; e os de repolho e aspargo, como energizantes.
  4. Chás: com as mais variadas funções - diuréticos, laxantes, calmantes e muitas outras.
  5. Água de coco: rica em potássio, além de gostosa, pode ser tomada diariamente.

Finalmente, alguns princípios que devem acompanhar o ato de beber:

  1. Beber ao acordar.
  2. Beber em goles pequenos e seguidos;
  3. Beber líquidos frescos e frios, mas não gelados;
  4. Não beber durante as refeições e, havendo necessidade, não ultrapassar meio copo. Beber durante as refeições dilui os sucos gástricos e prejudica a digestão.
  5. Beber antes de sentir sede, pois esta indica que a desidratação já começou.
  6. Ter sempre à mão, no trabalho, no automóvel, ou em outra situação, uma garrafa térmica com líquido que possa ser bebido.
  7. Nunca esquecer que crianças e os idosos, devido à fragilidade de seu equilíbrio hidro-eletrolítico, precisam de mais cuidados que os adultos no que se refere à hidratação.

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Atividade física para o idoso

Com o aumento da idade, o indivíduo se torna menos ativo, diminuindo suas capacidades físicas. Com isso, começam a aparecer o sentimento da velhice, o estresse e a depressão a ele associados, criando-se um círculo vicioso. O idoso reduz sua vontade de exercitar-se, piorando ainda mais o seu condicionamento físico. Aparecem doenças crônicas que contribuem para acelerer o envelhecimento.
A maioria dos efeitos do envelhecimento, no entanto, ocorre por imobilidade e não por doenças crônicas. Tanto especialistas em mediciana do esporte, fisioterapêutas e geriatras podem prescrever corretamente exercícios para o indivíduo da terceira idade, na medida em que conhecem as características gerais do envelhecimento. Nessa idade, um programa de exercícios deve estar dirigido para a melhoria da capacidade física do indivíduo, mas também para a maximização do contato social e para a redução de problemas psicológicos como a ansiedade e a depressão.
A prescrição de exercícios físicos para os idosos precisa considerar certas carcterísticas típicas da idade. Algumas preocupações que devem estar presentes no planejamento do programa de exercícios dizem respeito à sua maior tendência à fadiga, a distúrbios do equilíbrio, à diminuição da força física e da coordenação. A prescrição do exercício, no entanto, depende dos seus objetivos, das necessidades do indivíduo, de seu estado de saúde e condicionamento físico. Após os 40 anos, pessoas sedentárias não devem começar a se exercitar sem controle cardiológico e ortopédico. Aliás, antes de iniciar qualquer atividade física (por exemplo: correr, levantar pesos ou utilizar aparelhos de ginástica), todo indivíduo deve ser submetido a uma avaliação médica cuidadosa.
Em geral, as prescrições para pacientes adultos são válidas e apropriadas para o idiso. O programa para idosos deve, no entanto, incluir atividades aeróbicas de baixo impacto nas estruturas musculares, esqueléticas e articulares e ser realizado com intensidade moderada e de forma gradual. Esses cuidados permitem adaptação ao treinamento. De modo geral, o objetivo fundamental do programa de exercícios para o idoso é o fortalecimento da musculatura, com incremento de massa e força muscular, o que contribui para evitar quedas. Para estimular o aumento da densidade óseea é importante que a massa muscular seja forte. Alongamentos, movimentos articulares, caminhada em rítmo rápido (com auto-adaptação ao ritmo de caminhar sem se cansar) fazem parte das atividades indicadas para os idoso, ajudando a evitar lesões e a manter a mobilidade articular.
Em síntese, as recomendações básicas para pessoas idosas em relação aos exercícios físicos são:

  1. Realizar atividades físicas de intensidade moderada durante período diários de 30 minutos a uma hora.
  2. Usar roupas leves ao se exercitar;
  3. Comer pouco antes de começar a se exercitar;
  4. Fazer exercícios de forma continuada: a suspensão da ativide física por quatro semanas leva a uma perda de 32% da força já adquirida;
  5. Ser asssistido por fisioterapeutas e professores de ginástica habilitados para treinar pessoas idosas, com supervisão médica.

O idoso deve saber que envelhcer é uma arte e que é importante conhecer sua potencialidasdes s seus limites.

Fonte: Marina Jacob Artigo publicado no Jornal do Brasil em 10/08/2003

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terça-feira, 25 de setembro de 2007

A verdade sobre o colesterol

Temos observado no consultório muitas dúvidas de nossos clientes sobre o real papel do colesterol, principalmente nas doenças cardiovasculares como a ateroesclerose. Uma vez o colesterol ingerido e absorvido ou produzido pelo fígado, é distribuído no sangue ligado a uma lipoproteína de baixa densidade ou LDL para que sirva como matéria-prima à distância para a produção de hormônios (cortisol e hormônios sexuais), vitamina D, membrana celular, etc.
Como podemos observar até aí, o colesterol apresenta uma função imprescindível a nossa saúde. Após essa distribuição, o colesterol excedente é levado de volta ao fígado por uma lipoproteína de alta intensidade ou HDL. Então o que há de errado com ele?
Antes de prosseguir é importante esclarecer que somente 30% de nosso colesterol total vem diretamente da nossa alimentação. Isso porque temos um sistema específico que limita sua absorção. Se houver um nível satisfatório dessa substância em nosso organismo, não haverá necessidade de absorvê-lo mais. Os outros 70% são produzidos no fígado, a partir das gorduras saturadas, principalmente de origem animal como carnes gordas, queijos amarelos, etc.
Dentro desse percentual também não podemos esquecer o fator genético, onde um erro no DNA pode levar a uma produção totalmente incontrolável de colesterol.
Atualmente, através da medicina ortomolecular, temos observado a influência dos radicais livres na oxidação da fração LDL Colesterol. Uma vez essa fração oxidada, não será mais reconhecida como uma substância básica e natural do organismo. Será então englobada por células de defesa (macrófagos) para que seja eliminada. Estas células cheias de colesterol oxidado, são chamadas de "Células Espumosas". Na presença de um processo inflamatório na parede das artérias, essas células se aderem a esta, atraindo outros elementos figurados no sangue como glóbulos vermelhos, sais de cálcio, etc... formando as tão temidas placas de ateroma. Note que na Aterosclerose, temos vários fatores associados, além do simples colesterol.
Alimentação saudável, exercícios frequentes e o acompanhamento médico regular são fundamentais para que haja uma prevenção efetiva dessa patologia tão temida por nós.
Fonte: Dr Aix Áureo Barra Nunes . Artigo publicado pela Farmácia de Manipulação Naturativa nº 66

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Estresse agrava risco de Alzheimer

Um estilo de vida estressante pode afetar a memória e agravar consideravelmente o risco de uma pessoa desenvolver mal de Alzheimer, se houver predisposição genética. A descoberta deste novo efeito colateral do nervosismo, já associado a problemas de coração e de pele, ajuda na detecção e combate precoce da doença degenerativa, que atinge cerca de 1,5 milhão de brasileiros.

Em um estudo publicado na edição atual da revista Biological Psychiatry, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, mapearam o DNA e mediram o nível de estresse crônico de 91 pessoas saudáveis com mais de 65 anos.

Pesquisas anteriores já havia mostrado que uma variante do gene da alipoproteína E, relacionada com o metabolismo de gordura, é um indicador de perigo da perda de memória ligada ao Alzheimer. Também é conhecido que níveis altos de circulação de cortisol, associado com o estresse, prejudicam a memória. Entretanto, este foi o primeiro estudo a mostrar os efeitos graves da associação entre o genotipo de risco e o estresse crônico.

- O cortisol aumenta em resposta ao estresse prolongado e tem um efeito negativo no hipocampo, particularmente em idosos. A região do cérebro é crucial para a memória e é uma área que mostra mudanças patológicas muito cedo no curso da doença de Alzheimer - detalha Guerry Peavy, coordenador do estudo.

Peavy e seus colegas usaram testes de memória e exames neurológicos e neuropsicológicos para mostrar que as pessoas que apresentaram as duas características são mais prejudicadas.

- A descoberta demonstra um novo efeito drástico e permanente que não se sabia estar associado a experiências traumáticas- analisa Peavy.

John Krystal, editor da revista onde o estudo foi publicado e professor de farmacologia na Universidade Yale, acrescenta que, como estes traços podem ser avaliados a qualquer hora, a descoberta torna-se um avanço na identificação precoce de pessoas idosas que ainda não apresentam demência, mas são mais vulneráveis cognitivamente e sempre tiveram uma qualidade de vida comprometida.

- Os dados aumentam a possibilidade de intervenções psicosociais e remédios psicoterapêuticos, que podem aumentar a eficiência das estratégias medicamentosas atuais para preservar a função da memória, completa Krystal.

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro que se manifesta inicialmente por alterações da memória curta, de episódios recentes. Estes esquecimentos se agravam com a progressão da doença, que no início pode parecer apenas em pequenas alterações de personalidade e comportamento.

Ivan Okamoto, da Academia Brasileira de Neurologia, conta que estudos já mostraram que pacientes com alguma atividade prazeroza têm menos chances de desenvolver o mal, como os que praticam dança de salão ou algum tipo de esporte.

- Um fator de risco fundamental é a idade. A partir dos 60 anos a taxa de incidência é de 1 a 2%, mas o índice dobra a cada cinco anos. Aos 90 anos, em torno de 40 a 50% das pessoas têm a doença, acrescenta Okamoto.

Segundo o médico, a escolaridade também influencia a evolução do mal. Os mais letrados conseguem compensar melhor as alterações de memória. Por exemplo, se não lembram uma palavra, encontram um sinônimo com mais facilidade.

- Mas os pacientes de alta escolaridade, embora demorem para apresentar o problema, têm um declínio mais rápido. Os melhores mecanimos de compensação disfarçam a dificuldade, que, quando aparece, não tem mais como ser remediada, pondera Okamoto.

Fonte: Cristine Gerk, Jornal do Brasil, 02/09/2007, A30

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domingo, 26 de agosto de 2007

Velhice não constitui barreira à vida sexual

A velhice não está afastando os americanos da vida sexual ativa. A afirmação é de cientistas americanos que realizaram uma pesquisa com 3.005 pessoas entre 57 e 85 anos. Um número significativo de idosos garantiu ser sexualmente ativo em seus 70 e 80 anos.

Problemas de saúde ou a falta de um parceiro - mais do que a falta de desejo - foram listadas como as barreiras ao sexo mais comuns.

Pesquisadores dizem que o estudo subverte as idéias estereotipadas sobre o sexo e a velhice, uma área que tem sido pouco analisada, argumentam.

- Há muitas pessoas que sentem que a idade está intimamente ligada à atividade ou interesse sexual - diz o professor Edward Laumann, da Universidade de Chicago, um dos autores da pesquisa. Agora, fica comprovado que pessoas saudáveis são sexualmente ativas se tiverem um parceiro, e que essa pessoa é uma parte importante para a qualidade de vida.

No período de um ano, a pesquisa mostrou que o sexo com o parceiro entre 57 e 64 anos foi frequente para 73% dos entrevistados, 53% para aqueles entre 64 e 75 anos e 26% para os idosos entre 75 e 85.

Entre os idosos que se disseram sexualmente ativos, a maioria disse que tinha relação duas ou três vezes por mês. Metade das pessoas acima de 75 pesquisadas disseram praticar sexo oral.

Cerca de metade dos homens e um quarto das mulheres disseram que se masturbam, independentemente de ter um parceiro sexual.

- Isto sugere que, entre os adultos de mais idade, há uma motivação interna ou necessidade pela satisfação sexual - explicou Stacy Tessler Lindau, principal autora do estudo.

A pesquisa sublinha a importância da saúde na vida sexual dos adultos. As pessoas que classificavam sua saúde como fraca eram menos propensas a ser sexualmente ativas do que aqueles em boa forma.

Cerca de metade dos entrevistados disseram ter um problema sexual "incomodo". Entre os homens, o problema mais comum é a dificuldade de ereção. Um total de 14% deles recorreram a remédios ou suplementos para impulsionar suas vidas sexuais.

Para as mulheres, a falta de desejo, a dificuldade de lubrificação e a inaptidão para o clímax estão estre os problemas mais comuns.

- As pessoas estão vivendo mais - disse Stacy. - Muitas têm mais expectativas sobre como a velhice deveria ser e gastam bilhões de dólares no tratamento de problema de ereção. Mas ainda não tínhamos uma base de dados sobre a sexualidade no fim da vida. Estas informações vão oferecer às pessoas uma noção sobre se o que estão experimentando é típico.

Fonte: Artigo publicado no Jornal do Brasil no dia 24/08/2007 A 23

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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Diabetes Mellitus

O diabetes mellitus, na maioria dos casos, decorre da diminuição da secreção da insulina. Ele envolve um grupo de doenças metabólicas, caracterizadas por hiperglicemia crônica e distúrbios no metabolismo de carboidratos, dos lipídios e das proteínas. Essas doenças resultam de defeitos na secreção ou na ação da insulina ou em ambas. A hereditariedade e/ou a obesidade são fatores determinantes para seu aparecimento. No primeiro caso, parece haver uma tendência para a degeneração das células produtoras da insulina e, no segundo, ocorre uma diminuição do número de receptores insulínicos em suas células-alvo em todo corpo, prejudicando assim, os efeitos metabólicos habituais.


Entendendo um pouco do metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas

A insulina, que é um hormônio secretado pelo pâncreas, faz com que as células musculares e adiposas fiquem altamente permeáveis à glicose, possibilitando assim, sua rápida entrada nas mesmas. Isto é necessário para que as funções metabólicas dos carboidratos aconteçam.

Durante grande parte do dia, o tecido muscular não depende da glicose para produzir sua energia pois, quando em repouso, a membrana de suas fibras é muito pouco permeável a ela, exceto quando estimulada pela insulina. Os músculos utilizam grandes quantidades de glicose durante exercícios, moderado ou intenso, quando não requerem grandes quantidades de insulina. Isto acontece, por que suas fibras nestes momentos, tornam-se muito permeáveis à glicose, mesmo em ausência de insulina, em virtude do próprio processo de contração.

Durante as horas imediatamentes subsequentes a uma refeição, quando a concentração de glicose na corrente sanguínea é elevada, o pâncreas secreta grande quantidade de insulina que faz com que ocorram os seguintes eventos:

  1. A glicose é transportada para o interior do músculo. Quando os músculos não estão se exercitando, ela é armazenada sob a forma de glicogênio muscular, num limite de concentração de 2 a 3%, podendo ser utilizado posteriormente pelos mesmos, para fins energéticos.

  2. A glicose é absorvida em forma de glicogênio no fígado, podendo chegar a constituir até 5 ou 6% de sua massa total . Quando sua quantidade é maior do que a que pode ser armazenada, a insulina promove a conversão de todo esse excesso em ácidos graxos que são acondicionados sob a forma de triglicerídeos em lipoproteínas que são transportadas pelo sangue até o tecido adiposo, sendo então depositadas como gordura. Entre as refeições, quando não há alimento disponível e a concentração sanguínea de glicose começa a cair, o glicogênio hepático é novamente decomposto em glicose que volta a ser liberada para o sangue, para impedir que sua concentração sanguínea caia demais.

  3. A insulina promove a formação de proteínas e, ao mesmo tempo impede sua degradação. Quando não há insulina disponível, quase todo o armazenamento de proteínas é interrompido.

A glicose é o combustível do cérebro e nele a insulina exerce pouco ou nenhum efeito sobre sua captação ou utilização. Suas células, permeáveis à glicose, podem utilizá-la sem a sua intermediação. Ele é muito diferente da maioria dos tecidos e células do corpo. Por esta razão, é essencial que o nível de glicose seja sempre mantido acima do crítico. Quando há glicemia (falta de glicose) em demasia, ocorrem sintomas de choque hipoglicêmico, caracterizado por irritabilidade nervosa progressiva que leva a desfalecimento, convulsões e coma.

A insulina promove a utilização de carboidratos para fins energéticos e deprime a utilização de lipídios. Inversamente, sua falta causa a utilização predominante de lipídios, principalmente através da exclusão da utilização de glicose, exceto no tecido cerebral. O sinal que controla esse mecanismo de alternância rápida é principalmente, a concentração sanguínea de glicose. Quando a concentração de glicose está baixa, a secreção de insulina é suprimida e os lipídios são utilizados quase que exclusivamente para fins energéticos, exceto no cérebro. Quando está alta, a secreção de insulina é estimulada e os carboidratos são utilizados em lugar dos lipídos até que o excesso de glicose seja armazenado. Portanto, um dos mais importantes papéis funcionais da insulina no corpo é o de controlar, momento a momento, qual desses dois alimentos vai ser utilizado pelas células para fins energéticos.

O glucagon , hormônio que também é secretado pelo pâncreas, exerce funções opostas à da insulina. A mais importante delas é seu efeito de aumentar a concentração sanguínea de glicose. Quando a glicose sangúinea cai para 70 mg/dl de sangue, o pâncreas secreta grande quantidade de glucagon que mobiliza rapidamente a glicose do fígado, protegento o organismo da hipoglicemia. Sendo a glicose o único nutriente utilizado pelo cérebro, pela retina e pelo epitélio germinativo das gônadas é de vital importante manter sua concentração sanguínea em nível suficientemente elevado para proporcionar ssa nutrição necessária.

Formas de diabetes:

  • Tipo 1 - geralmente apresentam os sintomas clássicos e agudos da hiperglicemia: polidipsia (excessiva ingestão de líquidos), poliúria (maior volume urinário), perda de peso e, com menor frequência polifagia ( exagerada sensação de fome), visão turva e prurido. Em 25% dos casos, a manifestação inicial consiste em cetoacidose diabética.

  • Tipo 2 - a doença manifesta-se frequentemente muitos anos antes do diagnóstico. Os sintomas são menos agudos do que no diabetes tipo 1 e podem ser acompanhados de letargia e fadiga. Em geral são pessoas de idade avançada.

  • Gestacional: intolerância à glicose durante a gravidez. Ocorre em 2 a 5% de todas as gestações. Se não for diagnosticado e tratado pode ser grave para a mãe e para o feto. Normaliza após o parto.

Critérios para diagnóstico de Diabetes Mellitus: Glicose plasmática em jejum: normal - entre 70 a 99 mg/dl; tolerância diminuída - entre 100-125 mg/dl; diabetes mellitus - >= 126; diabetes mellitus gestacional - >= 126.


Fonte: Fisiologia humana e mecanismos das doenças - Guyton e Hall

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sábado, 11 de agosto de 2007

Triglicerídeos

Assim como o colesterol, os triglicerídeos são um tipo de gordura no sangue. Mulheres e homens acima de 50 anos com uma relação ruim entre o colesterol LDL e HDL podem estar sujeitos a ataques cardíacos. Um estudo filandês descobruiu que homens com uma proporção LDL/HDL ruim e com triglicerídeos acima de 203 mg/d apresentavam um risco quase quatro vezes maior de ataque cardíaco. Porém, se a relação estre os dois tipos de colesterol estivesse boa, os triglicerídeos não eram perigosos. O problema é que um nível baixo de HDL e um nível alto de triglicerídeos ocorre juntos.
Alimentos que diminuem os triglicerídeos
A melhor terapia alimentar são os frutos do mar. Estudos mostram que o óleo de peixe diminui de forma drástica os triglicerídeos. Em um estudo realizado na universidade de Ciências da Saúde do Oregon, uma dose diária de óleo de peixe (200 gramas de salmão, cavalinha ou sardinha) os diminuem até 50% . Em outro teste realizado na Universidade de Washington, os homens comeram crustáceos em lugar da proteína normal (carne, ovo, leite e queijo) duas vezes por dia durante três semanas. Os mariscos diminuíram seus triglicerídeos em 61%, as ostras em 51% e o carangueijo em 17%.
Um dente de alho por dia diminuiu em cerca de 13% os triglicerídeos em um estudo e 15% em outro. Meia xícara de leguminosas secas diminuiu em 17% os triglicerídeos.
Uma dieta pobre em gorduras também pode diminuir os triglicerídeos.
Alimentos que podem aumentar os triglicerídeos: açúcar e farinha refinados, sucos de fruta, frutas secas e excesso de álcool.

Fonte- Alimentos: o melhor remédio para a boa saúde Jean Carper


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